A disputa pelo recorde mundial de Clock

Rubik’s Clock

Uma das modalidades oficiais mais polêmicas presente nos campeonatos é o chamado Rubik’s Clock, ou simplesmente Clock como é mais comumente chamado pelos competidores. O puzzle consiste em 2 faces, com 9 relógios cada, e um sistema de pinos ligados a engrenagens internas que faz com que os relógios se movimentem. O objetivo é fazer com que todos os ponteiros marquem 12 horas.

A polêmica surge pela dificuldade de se organizar essa categoria nos campeonatos oficiais. O embaralhamento é complicado, suscetível a erros com bastante frequência. Além disso, por conta da fragilidade dos pinos, não é incomum que ao cair na mesa, eles se desalinhem, gerando uma série de tentativas extras para os competidores, atrasando o campeonato. E para piorar, devido a grande precisão necessária em cada movimento para resolve-lo, são frequentes as vezes em que um competidor erra e acaba com um DNF.

Speedcubers focados no Clock

Ainda assim, existe uma forte comunidade de “clockers” que se dedicam a treinar e aprimorar cada vez mais os métodos dessa modalidade, para atingir tempos cada vez mais rápidos. Ao longo do ano de 2023, um novo método se tornou popular, chamado de 7-simul. A ideia do método era de resolver o cubo com movimentos simultâneos, e sem rotacionar, com o uso de uma elegante técnica de memorização na inspeção. O resultado disso foi a quebra de vários recordes mundiais, em especial pelo estadunidense Tommy Cherry, um dos desenvolvedores do método, que além de terminar o ano com o recorde mundial de single e média, também se sagrou campeão mundial da categoria.

Tommy Cherry

Porém, tudo mudou com um anuncio de mudança de regras feito pela World Cube Association. Visando resolver os problemas anteriormente mencionados da categoria, foi decretado que a partir de 2024, os competidores poderiam movimentar os pinos durante a inspeção. A decisão foi extremamente polêmica, com argumentos contrários e favoráveis à essa decisão. No entanto uma coisa era certa, os tempos baixariam ainda mais.

Novos recordes

E foi exatamente isso que aconteceu. Logo no dia 6 de janeiro, o indiano Neil Gour, abre o ano com um novo WR de single, com o tempo de 2.54 segundos. Pouco depois, no dia 20 do mesmo mês, Niklas Eliasson quebra pela primeira vez o recorde mundial de média em 2024. No dia 17 de fevereiro, Dilshawn Sidhu, do Canadá, tira o recorde de Niklas. Mas poucas horas depois, no mesmo dia, Niklas quebra o recorde mais uma vez. E pouco tempo depois a história se repete, e o norueguês baixa o recorde para 3.13 segundos.

Niklas Eliasson

Agora fica a pergunta. Até quando esse recorde pode baixar? E além disso, poderia Tommy Cherry voltar com tudo para o topo? Ou o dever de trazer o recorde de volta para os EUA estaria agora nas mãos da jovem promessa Brendyn Dunagan, que tem se destacado recentemente nas redes sociais? Só o tempo dirá! Mas e você? O que acha que vai acontecer nessa modalidade até o fim do ano?

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